Imagem capa - Ensaio Feminino de Luana Taís | Seja a sua melhor versão! por Bruna Fonseca
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Ensaio Feminino de Luana Taís | Seja a sua melhor versão!





As mudanças de Luana’s

Em outubro de 2020 descobri alguns problemas de saúde em relação ao meu útero. O órgão que armazena o meu “eu” feminino me trouxe algumas preocupações, alguns cortes imediatos na alimentação, muitas lágrimas, dúvidas e uma força intensa para lutar.

Intensidade. Disso que sou feita. Disso que vivo. É isso o que me faz brilhar. Ser intensa, mergulhar de cabeça, viver o hoje como se não houvesse amanhã. Eu pensava que assim deveriam ser os meus dias. Organizei tarefas para me sentir produtiva. Acordei mais cedo, malhei, comi menos, trabalhei, trabalhei, trabalhei, preenchi todas as horas enquanto estava acordada. Cansei.

Quatro meses se passaram, depois de diversos exames e foco total em cuidar da minha saúde, eu desabei. Além de mim, havia aprendido a honrar o feminino da minha família. Carreguei comigo as dores e as alegrias. Vivi momentos lindos ao lado de uma vó com o coração gigante, literalmente. E ela partiu, de repente.

Pensei que havia ficado sem rumo, sem chão, destruída. Porém, me fizeram ter outras visões sobre a vida. Ela dizia: “Não se cobre tanto!”, “Aprenda a chorar e colocar pra fora!”, “Nem sempre tu precisa ser forte.”, “Não trabalhe demais!”, “Tu precisa saber parar e relaxar!”. E eu não soube.

Então, me isolei. Me afastei de tudo e todos e recomecei. Falta muito para eu me levantar e andar na direção que eu desejo, mas agora eu já consigo desejar algo. E enxerguei que posso viver de intensidade, mas que ela não precisa ser como as pessoas acreditam que ela é. Eu posso ser intensa em me permitir pausar. Posso ser intensa na minha fé. Posso ser intensa em querer sentir paz. Posso ser intensa, aos poucos, no meu tempo, como a minha essência é.

Olhar as fotos de 4 meses atrás me fez perceber o quanto eu realmente me transformei e o tanto de versões minhas que eu encontrei e desencontrei. Como é maravilhoso não precisar provar nada pra ninguém! Mas entender que as transformações não são palavras ditas, elas vão muito além.

Gratidão, Bruna, por esse trabalho lindo, e eu espero, em breve, mostrar um pouco do que eu já não sou mais e da Luana que me tornei.

Que você possa ser como eu, encontrando em si várias versões que te mostrem novos formatos e direções!


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